A pisar o tapete da Octane...
...entra um automóvel que dificilmente voltará a nascer...
Não... Não vamos falar de tetos de lona que rasgam ao vento...
Não vamos falar de cabelos despenteados a cada reprise...
Não vamos falar de quantos segundos precisa para chegar aos 100 km/h (embora a resposta seja, menos do que o tempo que demora a fechar a capota)...
Vivemos numa época em que a eletrificação, os filtros de emissões e a eficiência ditam as regras. E, no meio dessa inevitável evolução, desapareceram automóveis como este.
Este Mercedes-Benz C 63s Cabriolet, é um dos últimos representantes de uma espécie em vias de extinção, um descapotável elegante, confortável quando se quer, absolutamente selvagem quando se pede... impulsionado por um motor V8 4.0 biturbo construído à mão pela AMG.
Nacional, entregue novo em Portugal e sempre assistido na marca, apenas um proprietário, apresenta apenas 16.000 quilómetros, um número tão improvável que quase obriga a olhar duas vezes para o painel de instrumentos.
Sabendo que há carros que acumulam quilómetros... este parece ter passado os últimos anos à espera que alguém lhe escrevesse a história que merece.
A configuração acompanha essa exclusividade.
A elegante pintura cinzenta combina de forma perfeita com o interior em pele preta, os apontamentos em fibra de carbono, o relógio analógico IWC, os bancos desportivos AMG, o sistema Airscarf para desfrutar do céu aberto durante todo o ano e um nível de equipamento praticamente completo.
Depois existe aquilo que nenhuma ficha técnica consegue explicar...
Baixar a capota numa manhã de primavera. Escolher o modo Race só porque sim.
Ouvir o V8 acordar sem dizer "...dá-me licença por favor!?!"...
Percorrer uma estrada nacional sem destino definido, apenas porque ainda existem motores que merecem ser ouvidos e não apenas conduzidos...
São momentos que não aparecem na lista de opcionais, mas sim e apenas, na memória.
Mas nem tudo é positivo, pois sabe qual é a única desvantagem deste Mercedes?
Vai obrigá-lo a responder demasiadas vezes à mesma pergunta nos semáforos: "É mesmo um V8?"
Consulte-nos!!!
Nota do Editor:
Na nossa opinião, o C 63s Cabriolet será um dos AMG mais desejados da próxima década. Não apenas pelo motor V8, mas porque representa o fim de uma era, a última geração em que a Mercedes-AMG ainda construía automóveis sem pedir desculpa pelo excesso de emissões poluentes. Os que hoje parecem caros... provavelmente serão os baratos de amanhã.
Mercedes-Benz C 63 AMG S
Data de Registo
Julho 2017
Cilindrada
3 982 cc
Potência
510 bhp
Kms
16 000